Veja aqui a programação do Órbita Literária, que ocorre toda segunda-feira às 20:00

 

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*Paulo Ribeiro, natural de Bom Jesus – RS, é graduado em Comunicação Social (FAMECOS/PUC-RS), Mestre em Literatura Brasileira (UFRGS) e Doutor em Teoria da Literatura(PUC-RS) e atua como professor do Curso de Comunicação Social na Universidade de Caxias do Sul.
Estagiou e realizou intercâmbios na França e Portugal e no atelier de Iberê Camargo para produção de obras sobre o artista.
Foi Patrono da Feira do Livro de Bom Jesus em 1993 e 2003 e Patrono da Feira do Livro de Caxias do Sul em 2007 e cronista do jornal Pioneiro (entre 1994 e 2011).
Além de diversas participações em coletâneas, publicou contos, ensaios, crônicas e novelas, sendo que algumas de suas obras foram adotadas como obras referenciais para estudos acadêmicos, cursos, disciplinas curriculares e teses de mestrado. Amealhou inúmeros prêmios e indicações, pela sua produção, ao longo de sua trajetória.

ÓRBITA LITERÁRIA 190

21/11   20h                            Painelista: Paulo Ribeiro*

                                           

 

Iberê Camargo
Escritor?

        No seu encontro no Órbita Literária, o escritor e professor da UCS, Paulo Ribeiro, analisa como o processo criativo do artista plástico Iberê Camargo teve influência nos contos e memórias que o pintor publicou. Ribeiro relaciona a obra literária de Iberê com a obra pictórica de sua fase final. Será uma leitura da literatura produzida por Iberê sob a influência do que Paulo Ribeiro denomina como fundamentos e valores de sua obra plástica, verificando como se dá a transposição dos elementos de sua pintura em relação aos escritos. Por outro lado, na leitura, procura demonstrar a hipótese de que a obra de Iberê estabelece uma relação de afinidades entre as duas formas poéticas, e que estas afinidades estão inseridas na tradição do grotesco e plena de Modernidade.

*Ianko Bett, Doutor em História pela PUCRS (2015), mestre em História pela UNISINOS (2010), especialização em História Contemporânea pela FAPA (2007) e graduação em História pela UNISC (2005). Atualmente atua no Museu Militar do Comando Militar do Sul – MMCMS onde é Encarregado do Setor de Pesquisa e História. Coordena e executa projetos de pesquisas sob a temática da história militar contemporânea. Na mesma instituição é coordenador e docente dos Cursos “Oficinas em Práticas Museológicas” e “Educadores de Museu” e coordenador do Grupo de Estudos em História Militar. Tem experiência na área de História, atuando principalmente nos seguintes temas: memória, teoria e metodologia da história, história política, integrismo católico, história militar , história da Força Expedicionária Brasileira e história da modernização do Exército.

ÓRBITA LITERÁRIA 188

07/11   20h                                 Painelista: Ianko Bett*

                                           

 

Friedrich Wilhelm Nietzsche
história, memória, esquecimento e o vivido como obra de arte

     Uma das questões centrais que caracterizam o pensamento filosófico desenvolvido por Friedrich Nietzsche pode ser remetida ao modo como empreende, em toda sua obra, uma luta constante contra os valores modernos (crise da racionalidade moderna), entendidos na perspectiva da tecitura de uma tradição socrático/platônica (e cristã) que dominou (e domina) o pensamento ocidental.         A “transvaloração de todos os valores” ou o “crepúsculo dos ídolos” são conceitos que, de certa forma, demarcam substancialmente o seu modus operandi filosófico contra uma tradição de pensamento configurada pela dualidade, pelo mundo outro. O diagnóstico de Nietzsche é que com a metafísica socrático/platônica — e a consequente criação de u m mundo outro (“essência”, “reino dos céus”, “verdade”, “progresso”) — o vivido (o “aqui e agora”) real passou a ser preterido em nome de uma abstração, o ideal. Para Nietzsche, o homem moderno (ocidental) ao preterir o “real” pelo “ideal”, o “aqui e agora” pelo “além”, a “terra” pelo “céu”, necessariamente desencadeou um processo de negação da vida, do real vivido. 
       Nessa perspectiva, a sua obra se reveste, portanto, de uma luta em criar condições de possibilidades de restabelecimento dos valores vitais, subjugados pela “verdade” metafísica. Em outras palavras, o filósofo propõe criar “novos valores”, novas formas de viver – fazer da vida uma obra de arte. As categorias de “história”, “memória” e “esquecimento” são fundamentais para compreender o “sim à vida” nietzscheano e a forma como teceu considerações acerca de um modo de vida criativo e afirmativo.

*Pippo Pezzini nasceu  em  Curitiba  em   16 de   julho   de 1990,n atualmente   reside   em   Caxias   do   Sul.   É   escritor,   compositor, músico, psicólogo e agitador cultural. Em 2013 publicou, de forma independente, o livro ‘’Café, amor e outras drogas’’, que reúne contos, crônicas e poesias. Em 2014 foi premiado com o 2º lugar na categoria de contos no concurso anual literário caxiense, em 2015,   no   mesmo   concurso,   foi   premiado   com   o   1º   lugar   na categoria de crônicas. Em   abril   de   2015,   pela   editora   ‘Quatrilho’,   lançou   seu primeiro   romance,  ‘’Tempestade   de   Outono’’,   pelo   financiarte. Participa   de   feiras   de   livros,   painéis,   bate-papos   literários   e oficinas.   O   terceiro   livro   está   pronto   aguardando   publicação, chamado   ''As   dores   de   um   bandoneon   canceriano''.   Além   da literatura, Pippo Pezzini compõe e toca na banda Maragá, fundou projeto ar-te livre, e toca em projetos paralelos como ''Especial Vinicius de Moraes''.

ÓRBITA LITERÁRIA 186

24/10   20h                           Painelista: Pippo Pezzini*

                                           

 

Leminski
do erudito ao pop

     O poeta curitibano nasceu em 1944. Há quem diga que teve uma vida curta, mas quem conhece a sua história sabe o quão prolífico e fecundo foi. Tendo influência do modernismo, coloquialismo, concretismo, do haicai japonês e toda bagagem erudita que construiu. A sua poesia, inútil como dizia, era certeira como um tiro, irônica,bem construída, e caminhava na linha nada tênue entre o concreto e a desconstruída métrica moderna e popular.

  Na música costuma-se estimar quem consegue emocionar com poucas notas, um exemplo como David Gilmour. A pausa, o respiro. Ou a velocidade de um raio e o silêncio. Leminski conseguiu transitar na academia e nas ruas emergidas pela tropicália. A apresentação   tentará   esboçar  análises   da   sua  vida  e   obra   com   um   olhar   psicológico,sociológico   e   filosófico,   deixando   em   segundo   plano   a   crítica   literária,   pois   não   é especialidade, nem a formação do apresentador.

ÓRBITA LITERÁRIA 185

17/10   20h                             Painelista: Ana Cardoso*

                                           

 

Caio Fernando Abreu
um estrangeiro em deslocamento

         O que define a obra literária em sua permanente atualidade? Em que medida os leitores (de distintas gerações) se identificam com a expressividade de um autor? O escritor revisita o passado e, quase sempre, aproxima-se do presente com vistas a mirar um futuro: sonho-delírio-miragem. Caio Fernando Abreu se encorajou a expressar a transgressora face coletiva num tempo limitado por uma sociedade conservadora e autoritária. A busca apaixonada pela liberdade e o genuíno encontro com o outro foram os seus principais questionamentos. E não seria esta a verdadeira e permanente utopia?

*Ana Cardoso é Doutora em Literatura Brasileira pela UFRGS, autora do livro “A justa medida”, um estudo crítico do contista Osman Lins com o qual venceu o prêmio ensaio da Biblioteca Municipal de Caxias do Sul em 2006.
Mestra em Teoria da Literatura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1998) e graduada em Língua Portuguesa e Literaturas da Língua Portuguesa pela UFRGS (1995). Tem experiência docente na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira.é orientadora de oficinas literárias e professora e facilitadora de Círculos de Construção de Paz. Voluntária do Grupo de Apoio à Adoção – Instituto Filhos - escreveu o livro “encontros possíveis: histórias de amor e cuidado em torno da adoção”, que será lançado em junho de 2016.

*José Zugno Filho é graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com  Licenciatura Plena pela Universidade Tecnológica  Federal do Paraná (UTFPR). Atuou como professor no Centro Tecnológico Automotivo e de Mecatrônica SENAI. Projetou máquina exclusiva para a NASA, única no mundo: Eletroerosão com 5 canais independentes e circuitos especiais para usinar ligas metálicas aeroespaciais.

    Projetou dezenas de máquinas diferentes: Tampográficas, Injetoras, Chanfradoras de couro, Mesas de solda, etc., além de dezenas de aparelhos diferentes: Tonederm (uso pós-operatório, estéticas, academias e fisioterapias), programadores de rallye, geradores de corrente controlada para galvanoplastia, jornal eletrônico - itinerário de ônibus, Fermentador biológico microcontrolado.

         Nos últimos anos se dedica a palestras e a escrita, tendo lançado o livro 101 razões emocionantes para a vida continuar após 2012, Antídoto apocalíptico e neste mês o Pescador de Aventuras.

ÓRBITA LITERÁRIA 183

03/10   20h                              Painelista: Zico Zugno*

                                           

 

Em Busca de Existência

       Sempre em busca de algo, de uma solução para uma questão, de resolver um enigma para fazer uma máquina funcionar, de um resultado, da vida aqui ou fora da terra, ou quem sabe se tudo isso está na simples busca de uma existência.
       Zico Zugno, o escritor convidado deste encontro, nos contará suas experiências no mundo literário, falando sobre a literatura científica no qual tem como base um dos seus livros. Estamos sozinhos no universo? Há vida inteligente? Ciência e fé andam na mesma direção? Essa e outras questões abordadas, acerca da existência serão objeto do debate.

* Francine Iris Tardiello é graduanda do Curso de Letras Licenciatura - Espanhol na Universidade de Caxias do Sul, cursando o 8º e último (ufa!) semestre do mesmo.

É pesquisadora voluntária na pesquisa Modernismo e Regionalismo em Pernambuco nos anos 1920: Um Estudo Bibliográfico e Documental, pesquisa a qual é vinculada ao Doutorado Amplo de Letras da Universidade de Caxias do Sul, sob orientação do Professor Dr. Rafael José dos Santos.

Apresentou, em 2013, o Órbita Literária 58, focada em Graciliano Ramos, em 2014 o Órbita Literária 113 focado na obra de Augusto dos Anjos e em 2015 o Órbita Literária 131 sobre Dias Gomes.

Trabalha na Universidade de Caxias do Sul, no Programa de Formação para Professores da UCS e também atua como revisora textual.

ÓRBITA LITERÁRIA 182

26/09    20h            Painelista: Francine Iris Tadiello*

                                            e oficinandos de setembro

 

O Cinema e a Literatura Brasileira
sob a perspectiva de uma grande-angular

        Cinema e literatura são dois sistemas semióticos distintos, todavia se encontram numa tela, numa página de livro, sendo capturados sempre por nossa lente grande-angular e materializados pelas estruturas do nosso imaginário. Com essa premissa ocorreu durante o mês de setembro nossa Oficina Literária. Agora chega o momento de apresentar ao grande grupo a nossa brasilidade na arte da palavra.

        Da boca de leitores e cinéfilos nunca escapa um “Mas, o livro é bem melhor!” ou “Esse filme é demais. Agora quero ler o livro.” “Pensando bem, lerei o livro primeiro…” Os dilemas que nós, admiradores da arte literária e cinematográfica, sentimos ao falar tudo isso, também são vividos pelos propulsores das obras. E é no terreno das adaptações que escritores e diretores compartilham pontos comuns e incomuns entre a criação de um filme de um romance, de um conto, fazendo nascer os seus dilemas.

* Marilia Frozi Galvão Galvão nasceu e vive em Caxias do Sul/RS. Possui titulação em Letras Português-Francês pela UCS. Professora de Língua e Literatura em escolas estaduais e particulares de Caxias do Sul até 2009. É membro da Academia Caxiense de Letras-Rs desde 2010. Tem publicações de contos e crônicas em blogs e Antologias. “Fagulhas” é seu primeiro livro de crônicas solo. Premiada em Paris, em 2012 e em 2014 o 2º Lugar – em conto – no Concurso Internacional La Plume d’Or pela Academia francesa.

ÓRBITA LITERÁRIA 180

12/09    20h            Painelista: Marilia Frozi Galvão*

 

"Geração Perdida 
Os Anos Loucos - Paris na década de 20

O fascinante período em que escritores e pintores, músicos e bailarinos, novos e velhos ricos, exilados da Rússia comunista e EUA, além de outros países da Europa, convergiram num movimento único da história para uma Paris estimulante e irreverente. As atividades de autoexilados e expatriados floresceram na década de 1920 e foram associadas ao que Gertrude Stein chamou de “Geração Perdida”, ao referir-se à alienação dos jovens que testemunharam as devastações da 1ª Guerra na Europa.
Durante os anos 20, o número de autores da língua inglesa, que viveram como exilados em Paris, foi grande e incluiu algumas das figuras literárias mais importantes da época. Entre eles estavam: Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Gertrude Stein, Sherwood Anderson, Djuna Barnes, Samuel Beckett, Ezra Pound, James Joyce, dentre outros.
Nestas duas primeiras décadas, surgiram na Europa os movimentos de vanguarda artístico-literários: futurismo, cubismo, dadaísmo, expressionismo e surrealismo, os quais mudaram os rumos das artes e das letras por meio de questionamentos, protestos em relação à arte conservadora, quebra de padrões e experimentos transgressores de novos padrões estéticos. 
As chamadas vanguardas europeias influenciaram a arte em todo o mundo, inclusive no Brasil. Durante a Semana da Arte Moderna realizada em 1922 – cem anos após a Independência do Brasil, no Teatro Municipal de São Paulo, artistas brasileiros apresentaram suas propostas e manifestos com o objetivo de acertar os ponteiros também na literatura com a modernidade contemporânea. 
Assim sendo, você está convidado para mergulhar numa viagem inesquecível, ao lado de grandes personagens como, além dos já citados: Josephine Baker, Sylvia Beach, Nadia Boulanger, Georges Braque, André Breton, Stravinski, Coco Chanel, Colette, E.E. Cummings, Marcel Duchamp, Nancy Cunard, Isadora Duncan, T.S. Eliot, Pablo Picasso. Cole Porter...dentre outros.

* Maria Angélica Graziottin nasceu em Antônio Prado (RS) e reside em Caxias do Sul desde 1976. Cursou odontologia na PUCRS-POA e especializou-se em Odontopediatria na UFRGS-POA. Homenageada como dentista/artista pela Associação Brasileira de Odontologia do Rio Grande do Sul.

     Ingressou na Academia Caxiense de Letras-RS em dezembro de 1999, tendo sido presidente da ACL em 2002/2003. Foi coordenadora geral das festividades literárias e sociais dos 40 e 50 anos da entidade e também da 6ª Semana do Escritor Caxiense. Escolhida acadêmica do ano em 2002 e 2012 pelos relevantes trabalhos prestados a entidade.

   Premiada em Concursos Literários com 1º e 2º lugares, publicou o livro solo “Temas de uma Caminhada”. Participou com crônicas e poesias em várias antologias

ÓRBITA LITERÁRIA 179

05/09    20h   Painelista: Maria Angélica Graziotin*

 

João Simões Lopes Neto
um ideário lendário

      João Simões Lopes Neto, Simões Lopes Neto ou como era conhecido em sua terra natal, em sua época, João Simões. No ano em que completa o centenário de seu falecimento, 2016, prestamos uma homenagem a sua memória resgatando o poder das palavras em sua obra e perfazendo o seu caminho de vida, história e fracassos, até tornar-se escritor.
   Durante o trajeto de vida, uma linha tênue o acompanhava, separando o real do imaginário. Transformou histórias tradicionais do regionalismo num puro lirismo da palavra escrita e narrada. 
     Uma noite memorável, assim como Simões Lopes neto fazia em torno de um fogo de chão, teremos o desdobramento de seus contos e um resgate por trás da criação das Lendas no mundo. Onde a lenda se formou? Como ela é criada? De onde surge e porque nos desperta sentimentos?

ÓRBITA LITERÁRIA 178

29/08   20h       Painelistas: João Armando Nicotti*

e oficinandos de agosto

 

Dostoievski
e o leitor no subsolo

*João Armando Nicotti é Licenciado pela UFRGS em Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa. Foi professor de Literatura em diversa escolas e pré-vestibulares e foi integrante da Equipe de Correção e Equipe de Apoio e Correção da questão de Redação da Prova da UFRGS.  Integrante do Conselho Consultivo do Projeto Texto e Contexto da Prefeitura de Porto Alegre Coordenação do Livro e da Literatura. Crítico literário do vídeo número 1 do Projeto Texto e Contexto sobre a obra de Luiz Antonio Assis Brasil pela Prefeitura de Porto Alegre - Coordenação do Livro e da Literatura (1991); 
Publicações: 
O amor na literatura – Anna Kariênina, de Liev Tolstói – Prefeitura de Porto Alegre; 1992. 
Dois enfoques literários para um tema O Alienista, de Machado de Assis e Enfermaria número 6, de Anton Tchekhov – Ciências & Letras /FAPA; 1992. 
Contos definitivos de Machado de Assis (co-organizador e autor das atividades e glossário) - Leitura XXI, 1998. 
Para ler os gaúchos (co-organizador) - Leitura XXI, 1999. Leituras obrigatórias UFRGS (co-autor das edições de 2000 a 2013) Leitura XXI. Contos do amor jovem (tradutor de Anton Tchekhov e Máximo Górki) - Leitura XXI, 2003. 
Contos de mistério e morte (tradutor de Liev Tolstói) - Leitura XXI, 2003. 
Freud e suas leituras (Um andar sobre as ruínas de si mesmo uma interpretação de Gradiva uma fantasia pompeiana, de Jensen) Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre, 2003. Contos da vida social (tradutor de Anton Tchekhov) - Leitura XXI, 2005. 
Contos aterrorizantes (tradutor de Mikhaíl Artsibáshchev) - Leitura XXI, 2006. 
Guia de leitura 100 autores que você precisa ler (autor sobre Aleksandr Púchkin, Liev Tolstói e Máximo Górki) L&PM, 2007. 
Por que ler os contemporâneos? Autores que escrevem o século 21 – Editora Dublinense, 2014 (autor sobre Victor Pelevin). 
Guia de leitura – Poesia – L&PM, no prelo (autor sobre Vladímir Maiakóvski). 
Fiódor M. Dostoiévski e o Leitor no Subsolo. (no prelo).

    Durante o mês de agosto transcorreu a Oficina Literária que levou alguns incrédulos leitores e escritores ao universo da Literatura Russa através da análise de algumas das obras de um de seus maiores expoentes: Dostoiévski.
     Como é tradicional, no último Órbita do mês, os participantes emergem do subsolo nos trazendo à luz o que foi desenvolvido durante esses encontros de oficina, presenteando-nos com textos criados a partir dos desdobramentos das obras desse notável russo. Tudo isso conduzido com esmero raciocínio do nosso ministrante.

*Gilmar Marcílio é formado em Filosofia pela Universidade de Caxias do Sul. Autor dos livros Frutos Ardentes, O mundo é o que é, A Vida sem manchete, Querer sem Medida, Tempos felizes e Perto dos Olhos. Cronista do Jornal Pioneiro desde 2000. Exerce as atividades de Coordenação da Galeria de Arte Gerd Bornheim e programador da Sala de Cinema Ulisses Geremia.

 

*Charles Segat é ilustrador, chargista e designer gráfico. Trabalha desde 2010 no Jornal Pioneiro. Em suas técnicas diversas de ilustração, gosta de trabalhar com sombras, luzes e aplicação de texturas. Amante de arte, de boas histórias, acha que trabalhar com ilustrações é uma forma de viver no mundo do encantamento, afinal, encantar é o objetivo do seu trabalho. Transmitir sentimentos através das ilustrações, com sensibilidade e carinho pelo que faz.

ÓRBITA LITERÁRIA 175

22/08   20h                   Painelistas: Gilmar Marcilio

e Charles Segat

 

Filosofia Visual
A Arte de Ler com Imagem

     A filosofia, desde tempos imemoriais, foi considerada hermética, e seu conteúdo restrito a pessoas doutas e com acesso a uma linguagem cifrada. Com isso, o grande público repudiou o conhecimento que repousa em tantos compêndios. Felizmente, a modernidade colocou luz sobre inúmeras reflexões a partir da simplificação dos textos basilares. Nomes de relevância como Luc Ferry, Michel Onfray, Alain de Botton e André Comte-Sponville, encarregaram-se de traduzir conceitos antes restritos ao universo acadêmico.
         Comemora-se esse fato como uma bem-vinda aproximação entre o Olimpo do pensamento e o homem comum. Esse, que raramente encontra ao seu dispor, na feliz expressão de Ovídio, algum remédio para a alma. Se, aliado a isso, pudermos abrir mais uma janela em busca de novos leitores, não há porque desconsiderar qualquer ferramenta. E é aqui que a ilustração entra como uma rica possibilidade de fisgar o interesse do leitor. A tradução, em imagens, da palavra impressa, tem se revelado uma espécie de painel luminoso que captura o olhar alheio e o seduz.

ÓRBITA LITERÁRIA 174

01/08   20h                   Painelistas: Elvio Gonçalves

e Samuri Prezzi

 

Quintanares
Vida, Obra e Cataventos

*Elvio Gonçalves dos Santos é alegretense, conterrâneo de Mário Quintana,  publicitário e escritor. Autor do livro Trazmundo e Pegavento, um romance contado no formato de crônicas e causos sobre a infância nos descampados da fronteira. Atualmente coordena dois projetos culturais: Mostracine (leva o cinema nacional para cidades que não tem cinema) e Book Truck, projeto que reúne  escritores e seus livros nos parques e praças em Caxias e cidades da região. Mantém uma página no facebook intitulada Conversas Roubadas, onde publica crônicas do cotidiano.

 

*Samuri José Prezzi é natural de Caxias do Sul, funcionário público e um aspirante a escritor; publicou dois contos em duas antologias diferentes, Sofia e Cuidado com o Leprechaun. No momento está começando um projeto de mais de 10 livros sobre a história de Caxias do Sul, uma continuação de livros lançados pelo historiador João Spadari Adami. Além disso, também trabalha como revisor de livros, com quase 100 livros revisados e um dos realizadores da Semana do Livro Nacional na cidade.

       Mário Quintana é nosso maior poeta gaúcho. Nascido em Alegrete, foi jornalista, poeta, tradutor e fumante inveterado. Preterido pela ABL por três vezes, sempre foi lembrado na sua terra. Recebeu diversos prêmios por suas obras. Escreveu 21 livros, 6 livros infantis, 14 antologias e traduziu obras de diversos escritores famosos, entre eles Proust, Balzac, Virginia Woolf e Voltaire.
            Numa abordagem cronológica navegaremos pela sua vida (nascimento, infância e juventude), a mudança para Porto Alegre, e as primeiras publicações. Sua trajetória de trabalho na Livraria Globo até sua afirmação como escritor, tradutor, poeta e jornalista.
             Este Órbita Literária, em parceria com a Semana do Livro Nacional,  conecta a pessoa Quintana com a sua obra, perfazendo os caminhos até chegar a maturidade e o reconhecimento nacional.

ÓRBITA LITERÁRIA 173

25/07    20h               Painelista: Helô Bacichette 

e oficinandos

 

Em Busca dos Prazeres da Expressão 

ÓRBITA LITERÁRIA 172

* Milton Bentancornascido em Buenos Aires, viveu no Uruguai quase 20 anos e reside em Caxias do Sul desde 1998. É Licenciado em Letras pela  Universidad Católica del Uruguay “Dámaso Antonio Larrañaga”e doutor em letras pela Universidad del Salvador (Buenos Aires, Argentina).

      Professor  de Língua e Literatura Espanhola e Hispanoamericana na Universidade de Caxias do Sul, colabora no Programa de Língua Estrangeira (PLE), na graduação de professores de espanhol e na pós-graduação em Letras da mesma universidade e realizar um estágio de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na área da literatura uruguaia. .
      Em 2015, publicou seu primeiro livro “365 vidas”, simultaneamente em Buenos Aires, México e Miami, atingindo uma edição de mais de 50 mil exemplares.

18/07    20h               Painelista: Milton Bentancor*

 

La Violencia Nuestra de Cada Día

      Neste Órbita Literária o painelista nos conduz por uma pertinente discussão sobre a violência, suas formas e conteúdos.
      Em uma sociedade marcada pela violência com muito poucas razões, a literatura produzida por escritores latino americanos dos últimos anos do século XX  reflete, de muitas maneiras e diferentes contextos, esta absurda realidade de enfrentamento.
    A proposição é comentar o reflexo literário desta violência instalada em nossa sociedade latino a partir de três contos de três diferentes autores disponíveis via links citados, aos quais se recomenda leitura prévia para máximo aproveitamento.

“Matar un perro”, da argentina Samanta Schweblin 
http://sinaloalee.blogspot.com.br/2011/05/matar-un-perro-de-samanta-schweblin.html 


“Dolor profundo”, del nicaragüense Ulises Juárez Polanco 
http://www.barcelonareview.com/61/s_jg.html


 “Un responso por el cine Colón”, del peruano Jeremías Gamboa
 http://leyendas-nicaraguenses.blogspot.com.br/2012/08/dolor-profundo.html 

ÓRBITA LITERÁRIA 171

11/07    20h               Painelista: Ana Júlia Poletto*

 

FLIP na Serra
Review da 14 Festa Literária Internacional de Parati

ÓRBITA LITERÁRIA 170

04/07/16   20h                  Painelista: Sandra Cecília Peradelles*

 
Entre o Sacro e o Profano
As Loucas e Singelas Mulheres em Adélia Prado
e suas bagagens 

ÓRBITA LITERÁRIA 169

* Ana Cardoso é Doutora em Literatura Brasileira pela UFRGS, autora do livro “A justa medida”, um estudo crítico do contista Osman Lins com o qual venceu o prêmio ensaio da Biblioteca Municipal de Caxias do Sul em 2006.

    Mestra em Teoria da Literatura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1998) e graduada em Língua Portuguesa e Literaturas da Língua Portuguesa pela UFRGS (1995). Tem experiência docente na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira.é orientadora de oficinas literárias e professora e facilitadora de Círculos de Construção de Paz. Voluntária do Grupo de Apoio à Adoção – Instituto Filhos - escreveu o livro “encontros possíveis: histórias de amor e cuidado em torno da adoção”, que será lançado em junho de 2016.

27/06    20h               Painelista: Ana Cardoso*

e oficinandos de junho

 
Sim. As maçãs são belas,
mas envenenadas

     Tradicionalmente, na última segunda-feira de cada mês, o Órbita Literária recebe os participantes da oficina que ocorreu durante o mesmo. Nesta oficina de junho de 2016, conduzida por Ana Cardoso, os participantes refletiram e produziram sobre os sentidos, as palavras e os sentidos das mesmas.
   Culturalmente o olhar tem sido o sentido mais revigorado pelas mídias, útil aos efeitos de consumo e poder. Esperava-se que os olhos se expandissem em sinestesias, em buscas infinitas de espaços cada vez mais amplos de porções complexas de realidade. O homem estende seu olhar aos objetos e pessoas em detrimento do tato, do olfato, do paladar, da audição. A imagem das coisas está sempre em destaque ao apresentar imagens apetitosas, sedutoras em esplendores e glórias. Os corpos apresentam-se cada vez mais belos e nutridos e, no entanto, poucos se comunicam e raros são os olhares que se alongam em sentimentos, sensações e sussurros. 
     A palavra é limitada em significado, já que nem sempre consegue dizer o que pretende dizer. Eis que emergem os sentidos que nos convidam a seguir o arcabouço inconsciente, o que ainda não se definiu e que, no lodo de matéria pulsante, impulsiona o criativo. 
       Neste Órbita você é convidado a navegar em mares de sensações e deleites e musicalidades através e para além das tessituras da poiesis, em compasso com a produção realizada.

ÓRBITA LITERÁRIA 168

20/06/16   20h               Painelista: Maya Falks*

 
Literatura LGBT
Representatividade Importa!

      A arte – inclusive a literatura – tem um potencial de transformação social surpreendente. O trabalho realizado por autores – homossexuais ou não – no sentido de humanizar a população LGBT tratando seus conflitos perfeitamente normais de forma tal qual se debatem personagens heterossexuais, pode contribuir de forma significativa na inclusão desses cidadãos em todas as esferas sociais, podendo inclusive reduzir índices de violência, que hoje são intoleráveis. 
     A quebra de tabus é necessária, a abolição dos velhos estereótipos de desvio de conduta e depravação atribuídos erroneamente a essa população é de vital importância, bem como o reconhecimento do talento provindo de autores homossexuais como forma de desfazer preconceitos e gerar empatia sobre os mesmos. Porque representatividade importa, e muito!

* Maya Falks ingressou no universo das palavras aos 3 anos, tendo escrito sua primeira narrativa longa aos 7 anos.

     Acumulando 14 prêmios entre concursos locais, regionais e até um internacional, Maya é autora da obra Depois de Tudo e vem sendo reconhecida por sua literatura social nos movimentos de direitos humanos. Maya ainda é publicitária especialista em marketing e ativista.

ÓRBITA LITERÁRIA 167

* Germano Weirich é caxiense, formado em letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, atuando como tradutor e revisor de obras literárias. Atua como livreiro, sendo proprietário, juntamente com Guilherme Martinatto, da Livraria e Café Do Arco da Velha, uma das casas que mais abrigam e incentivam iniciativas culturais em Caxias do Sul. Leitor contumaz e apreciador crítico do samba, também participou como idealizador e participa da organização do Bloco da Velha, que em 2015 levou mais de dez mil pessoas às ruas.

13/06    20h               Painelista: Germano Weirich*

 
Vozes de Umberto Eco

  A morte de Umberto Eco, no início deste ano, gerou grande repercussão, retomando as discussões em torno de sua produção intelectual. Foi uma perda não só para a literatura, mas em todo o âmbito acadêmico em que atuava, desde a semiótica até a filosofia, passando pela estética, linguísitca e teoria da tradução.

  Quase todos tiveram algum contato com sua obra, seja através da literatura e cinema (principalmente com O Nome da Rosa) ou dos textos acadêmicos, como Obra Aberta e Apocalípticos e Integrados. Sua morte despertou o interesse em conhecer as diferentes vertentes de sua produção e contribuição como grande intelectual de nosso tempo.

  Neste Órbita Literária, não se pretende esgotar as inúmeras possibilidades de leitura da obra do escritor italiano, nem tampouco aprofundar a análise de uma obra específica. Será apresentada uma visão panorâmica de sua produção, a fim de abrir o leque de opções num primeiro contato com sua vasta obra, sempre com a oportunidade da contribuição do público presente.

ÓRBITA LITERÁRIA 165

30/05    20h               Painelista: Moema Vilela e oficinandos de maio*

 
A Arte de Fazer Gente

   Em cinco encontros durante o mês de maio os oficinandos exercitaram a criação de um dos elementos essenciais da narrativa, a personagem. Agora, chega o momento de abrir esse contexto ao grande público e amarrar esses conhecimentos adquiridos durante a oficina literária.
   Para os leitores, personagens são a Chapeuzinho Vermelho, Julieta e Romeu, Dom Quixote, Ricardo Reis, Gatsby, Capitu, Raskólnikov, Mrs. Dalloway, capitão Ahab, é a Emília do Sítio do Pica-pau Amarelo. São figuras pelas quais torcemos, a favor e contra, e figuras com os quais nos identificamos, ou cujas ações não compreendemos: o que faz Isabel Archer se casar com Gilbert Osmond, e depois, ainda, continuar com ele? Romeu e Julieta não podiam pensar em algo um pouco menos trágico como solução para seus problemas? 
   Para o autor de prosa, a personagem é elemento essencial, quiçá o principal, de grande parte das propostas literárias na história. Para o poeta, observar a multiplicidade de vozes dentro de um poema é prato cheio para a invenção de personas e para debater o sujeito lírico.

* Moema Vilela  é doutoranda em Escrita Criativa pela PUCRS, graduada em Jornalismo (UFMS), mestre em Linguística e Semiótica (UFMS) e em Escrita Criativa (PUCRS). Escritora e jornalista, é autora de Ter saudade era bom (Dublinense, 2014) e organizadora e co-organizadora de Vozes da Dança e Vozes do Teatro (Editora FCMS, 2008 e 2009). Publicou contos, poemas e ensaios em antologias, obras coletivas e revistas literárias brasileiras.

ÓRBITA LITERÁRIA 164

23/05    20h               Painelista: Jayme Paviani*

 
Literatura e Cinema
 

ÓRBITA LITERÁRIA 163

16/05    20h               Painelista: Fábio Rausch*

 
o JORNALISMO,
os CRIMES e as SENSAÇÕES
 
como saber onde está o sensacionalismo?

   Desde os tempos mais remotos, os crimes provocam curiosidade e desejo de vingança, espanto e medo, inclusive entre aqueles que, sequer, tenham sido atingidos por fatos desse caráter. A popularização das histórias que envolvem casos, principalmente os insolúveis, ou envoltos de complexos enredos e enigmas, deve-se à consagração do romance policial, literatura que muito inspirou os primeiros redatores de reportagens policiais.

   Ernest Mandel enxerga uma veneração do mundo ocidental pelos bons bandidos, como Robin Hood. Arthur Conan Doyle consagrou o gênero com o detetive Sherlock Holmes. Na perspectiva da imprensa, quando um crime envolve pessoas públicas, como políticos, John B. Thompson verifica escândalos, os quais, para Antonio Hohlfeldt, são sempre midiáticos. Marialva Barbosa vê notícias sobre tragédias cotidianas, como um jornalismo de sensações.

  Para este Órbita Literária, Fábio Rausch também compartilha parte do seu estudo de mestrado, contida no livro: “O jornalismo sensacionalista na imprensa gaúcha” (Educs, 2015). Rausch propõe codificar matérias dentro do que chama de níveis de sensacionalização, a partir da análise de elementos, como estereótipo, exagero, morte e tabu. Foi escolhido o Caso Kliemann e a cobertura do jornal Última Hora aos desdobramentos da morte de Margit, esposa do então deputado estadual Euclydes Kliemann. Em 20 de junho de 1962, ela morreu após sofrer pancadas com um atiçador de lareira, na sua residência, em Porto Alegre. Meses depois, o efeito de culpa provocou o ocaso do próprio parlamentar, em um debate, na Rádio Santa Cruz.

 

* Fábio Rausch   é mestre em Comunicação Social, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), aprovado com voto de louvor, em março de 2011. Graduou-se em Jornalismo, em agosto de 2007, também pela PUCRS. Desde julho de 2010, atua como jornalista concursado da assessoria de imprensa e do canal televisivo da Câmara Municipal de Caxias do Sul.

Acumula passagens pela assessoria de imprensa do Conselho Regional de Farmácia do RS e pelas redações dos periódicos gaúchos Correio do Povo e Jornal do Comércio. Em 2015, lançou o livro O jornalismo sensacionalista na imprensa gaúcha (Educs, 2015). Já apresentou e publicou artigos acadêmicos, resultantes de trabalhos afins, em projetos e como bolsista de pesquisa. Em 2010, coordenou o Grupo de Estudos em Políticas e Tecnologias da Comunicação da PUC-RS.

 

Local: Livraria e Café do Arco da Velha

Organização: Grupo Cultural Órbita Literária

 

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ÓRBITA LITERÁRIA 162

09/05    20h               Painelista: Mariana Duarte*

 
A ARTE COMO FONTE HISTÓRICA
reflexões e contribuições

  

     Um romancista ou artista poderia, no espaço de sua narrativa ou obra, reconduzir as realidades culturais, sociais e econômicas de um certo período?  Para a painelista deste Órbita Literária a resposta é sim.

    A partir das perspectivas interdisciplinares entre a História e a Literatura, com base teórica nos estudos culturais, verificou em suas pesquisas que existe a possibilidade de identificar a contribuição de cada uma das áreas ao reconduzirem diferentes momentos históricos vivenciados por determinadas sociedades.        Isso ocorre no caso do Romance de 30 no Brasil, onde, o autor José Lins do Rego, em obras como Menino de Engenho e Fogo Morto, utiliza-se da arte para denunciar fatos históricos do período no Nordeste do Brasil, assim encontrando outra forma de relatar o ciclo da cana de açúcar no país. 

* Mariana Duarte 

     Graduada em Licenciatura Plena em História e Mestra em Letras, Cultura e Regionalidade, pela Universidade de Caxias do Sul. Atualmente é doutoranada em Letras da UCS/Associação ampla UniRitter) na linha de Leitura e Processos Culturais, com bolsa PROSUP/CAPES.

       É autora do livro "Enxadas de açúcar: economia e formação social na ficção de José Lins do Rego", resultado de sua dissertação produzida entre 2010 e 2012, e publicada, pela Editora Appris (Curitiba) no ano de 2014. É também Diretora de Patrimônio do Instituto Bruno Segalla e Assessora do Setor Educativo do Museu dos Capuchinhos.

 

Local: Livraria e Café do Arco da Velha

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ÓRBITA LITERÁRIA 161

02/05   20h                   Painelista: Marcelo Caon*

 
UM OLHAR PARA SI
Breve análise de contexto da obra Mein Kampf de Adolf Hitler

  

 

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ÓRBITA LITERÁRIA 160

25/04  20h                        Painelistas: Alesssandra Rech e oficinandos de abril*

 
A PALAVRA: BRAÇO DO ABISMO

  

* Alessandra Rech é caxiense. Jornalista e doutora em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS e atualmente é professora da UCS nas áreas de Comunicação e Letras. Durante  14 anos foi cronista do jornal Pioneiro.

     Publicou em 2007 sua primeira coletânea de  contos e crônicas, Aguadeiro (Editora Horizonte, São Paulo), via Fundo Pró-Cultura.   

     Em 2010 lançou Na Entrada-das-Águas – Amor e liberdade em Guimarães Rosa (EDUCS).

      Pela editora Belas Letras, com recursos do Financiarte, lançou o infantil O Sumiço do Canário – Quando os finais precisam ser inventados (2012), com ilustrações de Carla Pilla;

    Em 2014 publica Mirabilia, crônicas, ilustrado pelo artista plástico Celso Bordignon, livro vencedor, em 2015,  do concurso Anual Literária de Caxias do Sul, recebendo o Prêmio Vivita Cartier na Categoria Obra Literária.

    Tradicionalmente, na última segunda-feira de cada mês, o Órbita Literária recebe os participantes da oficina que ocorreu durante o mesmo. Na oficina de abril de 2016, conduzida por Alessandra Rech, os oficinandos descobriram o advento de Valter Hugo Mãe na literatura de língua portuguesa (e sua recepção acalorada) representando uma retomada da prosa poética, do refinamento da linguagem, na cena literária.

    Com sua estilística laborosa, sem excessos narrativos, Mãe coloca o leitor em contato com o que é essencial na literatura, o enlevo diante da palavra e a queda em seus abismos de sentido - onde cabem os mitos universais e os temas relevantes à sociedade, como a homoafetividade, a opressão religiosa e os conflitos de classe.

    Nesta Órbita literária, seremos colocados na sintonia de três das suas principais obras literárias - A Desumanização, O Filho de Mil Homens e O Apocalipse dos Trabalhadores, com foco na prosa poética e apreciar as produções dos oficinandos neste laboratório textual .

 

Local: Livraria e Café do Arco da Velha

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ÓRBITA LITERÁRIA 159

18/04  20h                                     Painelistas: Gio e Doug*

 
A ARTE DE CRIAR

  

    O artistas multimídias nos levam a explorar o cotidiano, mudando o olhar, como forma de ativar a percepção criativa na construção de narrativas e personagens inusitados.

    Seja pela forma de apropriação de materiais e técnicas ou pelo olhar criativo do mundo que nos cerca, tornando as coisas mais leves e transformando objetos do cotidiano em formas, cores e poesia.

       O mundo que nos cerca apresenta-se, por vezes, em tons sombrios. Teremos, neste Órbita Literária, a oportunidade de conhecer um outro olhar sobre ele.

* Giovana Mazzochi e Douglas Trancoso

 

  Gio e Doug se conhecem desde 2002. De colegas em Artes Plásticas passaram a ser grandes amigos, e de amigos a casal. Agora, formam uma dupla atuando em sincronicidade para produzir o que eles sentem que nasceram para fazer: Arte.

 Com uma linguagem simples e acessível, o casal explora diferentes plataformas, como fotografia, ilustração, objetos de arte, música e vídeo. Suas criações são frutos de muita observação e reflexão sobre todas as interações dos Seres e seu Ambiente.    Criando personagens inspirados pelos próprios caminhos e histórias, Gio e Doug buscam trazer leveza para o olhar cotidiano com suas imagens, de traços soltos e despretensiosos.

 Graduados em Licenciatura Plena em Educação Artística – Habilitação em Artes Plásticas pela Universidade de Caxias do Sul, lideram desde 2009 a Gio e Doug Artes, onde desenvolvem livros, ilustrações, fotografias, músicas, projetos, cursos, workshops, oficinas e muitas ideias.

 

Local: Livraria e Café do Arco da Velha

Organização: Grupo Cultural Órbita Literária

 

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        Algumas provocações acerca da poesia em performance, isto é, colocada em ação por palavras e gestos, sons e corporeidades. A palavra anseia por sua libertação da letra escrita para conquistar o espaço em sua materialidade: a voz, a “vocalidade”, algo muito mais abrangente que a oralidade.

     Estas ideias, desenvolvidas por Paul Zumthor (1915 – 1995), um estudioso da poesia medieval, resgatam o caráter performático da poesia e apontam para novas possibilidades para as artes e para estudos literários.

 

ÓRBITA LITERÁRIA 158

11/04  20h                      Painelista: Rafael José dos Santos*

 
Poética e Performance    

  

* Rafael José dos Santos

 

       Antropólogo, doutor em Ciências Sociais (UNICAMP, 2003),  visiting scholar na Columbia University (NY, 1995/96) e mestre em Antropologia Social (UNICAMP, 1992). Realizou estágio de pós-doutorado em Letras na UFRGS (2013).

  Docente do Mestrado em Letras, Cultura e Regionalidade e do Doutorado em Letras (Associação ampla UCS/UniRitter), professor de Antropologia em cursos de graduação da UCS. Temas de interesse: Literatura e cultura; poesia oral, performance e vocalidade; religiosidade afro-brasileira.

 

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ÓRBITA LITERÁRIA 157

04/04  20h                      Painelista: José Clemente Pozenato*

 
Ficcionistas da Imigração Italiana     

  

 

   Junto com os imigrantes italianos, que vieram em busca de sonhos de uma vida melhor, também trouxeram a esperança e as estórias sobre o seu “novo lugar”. Sejam elas fantasiosas ou não, algumas marcaram esse povo e fizeram ser transmitidas a gerações futuras.

   O escritor José Clemente Pozenato nos conduz por esse universo, numa visão panorâmica da ficção da imigração italiana no Sul do Brasil, desde o Nanetto Pipetta aos dias de hoje. Abordando os motivos, ambientes e personagens recorrentes numa análise de mais uma dezena de ficcionuistas examinados.

      Contemplando também o seu projeto da trilogia da imigração italiana – A Cocanha, O Quatrilho, A Babilônia: eixos condutores dessa narrativa “generacional”, na dimensão do indivíduo, das instituições, dos sistemas de produção e da política social.

 

 

Local: Livraria e Café do Arco da Velha

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* José Clemente Pozenato

   Nasceu em São Francisco de Paula em 1938. Fixou-se em definitivo em Caxias do Sul em 1966, como professor de Literatura Brasileira na Universidade de Caxias do Sul. É doutor em Letras pela PUCRS.

  Iniciou a carreira literária em 1967, participando da coletânea de poesia Matrícula. Em poesia publicou ainda: Vária Figura, Carta de viagem, Meridiano e Cànti rùsteghi (Cantos rústicos). Mapa de viagem é o título de sua poesia reunida, editada em 2000. Em 1974 publicou o ensaio O regional e o universal na literatura gaúcha, premiado pelo Instituto Estadual do Livro do RS, com prefácio de Guilhermino César, seguindo-se a ele outros ensaios sobre literatura, publicados em revistas e jornais.

   Em 1985 iniciou a carreira de ficcionista, com O caso do martelo, e o romance O quatrilho. O romance foi levado ao cinema em filme dirigido por Fábio Barreto e concorrente ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 1996. Em 1989 publicou O caso do loteamento clandestino; em 2000, O caso do e-mail; e em 2008 O caso da caçada de perdiz. Também em 2000 lançou o romance A cocanha, com a saga inicial dos personagens de O quatrilho. Em 2006 publicou A babilônia, que encerra a trilogia da imigração italiana, com episódios situados no período que corresponde à ascensão do fascismo na Itália.

    Na categoria do conto publicou, em 1998, O Limpador de fogões. Publicou, em 1999, uma coletânea de crônicas com o título de Conversa solta. É autor também de literatura infantil, com as obras O jacaré da lagoa, de 1991, e Pisca-tudo, de 2001. Teve sua novela O caso do martelo, publicada em 2001 em Montevidéu. Esta obra foi também publicada em italiano em 2004.

    Na atividade pública, integrou o Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural de Caxias do Sul e, por duas vezes, o Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Sul. Foi também Secretário de Cultura de Caxias do Sul, em 2006, e coordenador do curso de mestrado em Letras da Universidade de Caxias do Sul.

        Recebeu o título de cidadão caxiense em 1991 e foi eleito Personalidade do Livro, pela Câmara Rio-Grandense do Livro, em 1995. É membro da Academia Sul-Brasileira de Letras e da Academia Rio-Grandense de Letras, ocupando a cadeira 34.

       Em 2007 recebeu o título de Cavaliere na Ordem do Mérito da República Italiana. Como Roteirista, é co-autor do roteiro de O caso do martelo, produzido pela TV Globo (1991), do espetáculo Som & Luz – Saga da Imigração Italiana”, produzido pela Festa da Uva de Caxias do Sul (1997), e da reformatação do mesmo Som & Luz, com o título de Terra da Cocanha - espetáculo cenográfico (2010).

ÓRBITA LITERÁRIA 156

28/03  20h                      Painelistas: Natalia Borges Polesso*

e oficinandos de março de 2016

 
Mentira! Verdade! Nunca vão saber

     

  

     Tradicionalmente, na última segunda-feira de cada mês, o Órbita Literária recebe os participantes da oficina que ocorreu durante o mesmo.

   Na oficina de março de 2016, conduzida por Natalia Borges Polesso, foram abordados os aspectos da verdade, da intricada verdade do texto; da lógica interna que os escritores precisam criar, das regras da narrativa, as quais não se pode quebrar. Ou se pode?

     Uma história verossímil é uma história que parece crível sem ser necessariamente real ou verdadeira. Já dizia Aristóteles: o nosso trabalho não é contar o que aconteceu, mas sim o que poderia ter acontecido.  

     Neste encontro teremos a oportunidade de ter compartilhado um panorama geral dos conteúdos abordados e perceber a sua contribuição nos textos produzidos pelos oficinandos a serem apresentados neste Órbita.

 

 

Local: Livraria e Café do Arco da Velha

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* Natalia Borges Polesso é escritora, professora e tradutora. Mestre em Letras, Cultura e Regionalidade pela UCS e doutoranda em Teoria da Literatura na PUCRS.  Autora premiada em concursos literários, tem contos publicados em jornais, revistas, blogs e portais de literatura.

    Publicou, em 2013, seu livro de estreia: Recortes para álbum de fotografia sem gente (Ed. Modelo de Nuvem/ Financiarte - Caxias do Sul ) e foi agraciada, em 2013, com o Prêmio Açorianos na categoria contos por esta obra.

    Em 2015, nos brindou com seu mais recente livro: “Amora” (Não Editora/Financiarte)

ÓRBITA LITERÁRIA 155

21/03  20h                               Painelista: Décio Bombassaro*

     

  

 

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Utopia

 


    Neste ano são comemorados os 500 anos da publicação da obra Utopia, escrita pelo Lorde-chanceler da Inglaterra, Sir Thomas More.

    Esta obra, publicada em latim, em 1516, constitui-se como o mais importante texto sobre um ideal utópico, projetando alternativas para a mudança da sociedade como sendo uma ideal.

    O célebre livro, é o protesto contra a brutalidade da coroa inglesa sobre os agricultores, desalojando-os de suas propriedades para permitir nelas a produção de pastagens para ovelhas. Era um período de expansão têxtil. Uma obra marcada pela realidade e que também pertence a ficção. Narra o relato do marinheiro, fictício, Rafael Hythloday, que afirma ter visitado uma ilha desconhecida, onde imperava um sistema comunitário que ensinava a virtude para atingir a felicidade.

* Décio Osmar Bombassaro possui graduação em Licenciatura Plena Em Letras pela Universidade de Caxias do Sul (1969), especialização em Filosofia pela Universidade de Caxias do Sul (1986) e mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica RS Universidade de Caxias do Sul (2000).

Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Ética e Política. Atuando principalmente nos seguintes temas: Tempo, Instante, Eternidade.

Luiz Carlos Ponzi é guaporense de 1942, nascido  na data que se comemora a “Revolução Farroupilha” e está radicado em Caxias do Sul desde 1948.

    É formado em Direito (1975) e História (2000). Foi bancário e exerceu a advocacia.

    Tem como obra publicada: BAR TREZE Lazer, Política e História (EDUCS, 2002), além de inúmeros contos premiados e publicados em antologias: O Revolucionário Tinha Um Rádio, O Gordo, O Piolhento, Era Um Visigodo, Pas de Chat, Calcinha Blitz, O Primeiro Natal do Neto do Guri Lima, Velocípede Bromberg, Roquette Pinto dentre outros.

         Lançou em 2015 seu mais recente livro “Isabella em Contos” que transita entre ficções e a história de Isabella.

ÓRBITA LITERÁRIA 154

14/03  20h                                   Painelista: Luiz Carlos Ponzi

     

     Federico Garcia Lorca  foi ator, diretor, pianista, guitarrista, ensaísta, pintor, dramaturgo e, principalmente poeta.

        Nascido na Andaluzia, Espanha, em 5 de junho de 1898,  viveu tão somente 38 anos de uma vida cultural intensa, ao ponto de ser considerado por muitos a segunda maior figura artística da Espanha, sendo superado apenas por Miguel de Cervantes. Foi morto em 19 de agosto de 1936 em circunstâncias controversas durante a Guerra Civil Espanhola.

      Figura atraente - moreno de sobrancelhas grossas e olhos grandes – era muitas vezes radiante e outras melancólico.

Na sua obra literária aparecem muitos símbolos, como o sol, a água e, principalmente la luna. A lua aparece em quase todos os escritos de Lorca e, em Bodas de Sangue a lua e a morte – como a mendiga -  aparecem como personagens da trama. Em Romance de la Luna, Luna é a morte, outro tema recorrente do poeta. Em outros momentos das obras de Lorca La Luna é, simplesmente uma figura feminina.

        Não se pode pensar em Garcia Lorca sem La Luna e sob sua luz, conheceremos um pouco do seu universo e da sua influência na arte espanhola e universal.

 

Local: Livraria e Café do Arco da Velha

Organização: Grupo Cultural Órbita Literária

 

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ÓRBITA LITERÁRIA 153

 

Freud, um Feminista?

Painelista: Caetano Fenner Oliveira*

 

07/03/2016, segunda-feira, às 20h00

 

   Em 6 de maio de 1856, há quase 160 anos, nascia no Império Austríaco, o pensador que viria a modificar a forma de entender o ser humano e, por conseguinte, a própria humanidade. Porém, como um homem de sua época, Sigmund Freud viveu os obstáculos deste tempo na elaboração de sua obra .

     É odiado entre algumas correntes da Psicologia e Antropologia  por comentários sexistas no apontamento de uma diferença anatômica fundamental entre os sexos; que deixaria as mulheres numa situação de insuficiência - a tão amaldiçoada "inveja do pênis". Mas não teria sido ele, quem fez com que se entendesse as mentes de qualquer gênero, finalmente lançando luz a sua época?

Justo ele, pai da psicanálise, ciência de compreensão e aceitação do fenômeno humano, justo ele que empoderou diversas mulheres nesta difícil profissão em época ainda mais escandalosa do que a nossa, aquele período vitoriano ultra-paternalista?

      Freud, em sua trajetória, não se cansou de debater a ponto de aceitar abrir mão, por diversas vezes, de sua autoridade ou de alguns conhecimentos que havia formulado de maneira incompleta, sempre pronto a dialogar e não se cegar com as idéias arraigadas. Mas como propor essa idéia senão debatendo e mexendo com as cabeças e suas órbitas arraigadas? As questões de gênero  suscitam esta necessária reflexão sobre a obra e vida de Freud, sem vãs pretensões de encerrar assuntos, mas com o inevitável questionamento acerca de sua contribuição ao entendimento das manifestações da arte. 

 

* Caetano Fenner Oliveira é médico psiquiatra.

Participante ativo de diversas iniciativas de discussões de aspectos psicológicos em obras de arte, tais como Ciranda do Pensamento e debates sobre produções cinematográficas.

Local: Livraria e Café do Arco da Velha

 

Organização: Grupo Cultural Órbita Literária

 

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OBSERVATÓRIO ORBITAL

 

29/02/2016, segunda-feira

das 19h 12min 23s às 20h30min

 

Local: Livraria e Café do Arco da Velha, fone:(54) 3028 1744

Rua Dr. Montaury, 1570, Centro, Caxias do Sul – RS

Organização: Grupo Cultural Órbita Literária

 

Contatos: grupoculturalorbitaliteraria@gmail.com

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FALE CONOSCO

 

Rua Dr. Montaury, 1570

Caxias do Sul - RS

 

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