Veja aqui a programação das Oficina do Órbita Literária

OFICINA DE JULHO 2018

O CONTO E  A PLURISIGNIFICAÇÃO

 

Ministrante: Silomar Pertile*

 

*Silomar Álvaro Pertile é natural de Veranópolis,  funcionário público no Município de Caxias do Sul. Participou de diversas Oficinas Literárias. É autor de três obras: Aventuras, Venturas e Desventuras (contos); Histórias da Serra Gaúcha (contos) e Diário de um Homem Metropolitano (romance). Foi premiado no 50º Concurso Anual Literário de Caxias  na categoria contos.

 

Dias: 02, 09, 16 e 23 de julho,

segundas-feiras, às 18h30min 

 

Local: Livraria e Café do Arco da Velha

Investimento: R$ 30,00 por encontro ou R$ 90,00 pelos quatro encontros.

Organização: Grupo Cultural Órbita Literária

Contato: grupoculturalorbitaliteraria@gmail.com

facebook: Órbita Literária

 

 Tipos de Contos:

São cinco. Quais são?

 

 A estrutura do Conto:

- O arco dramático;

- A antiestrutura;

- A estrutura mista.

 

 Interpretação do conto (afinal como entender o que o narrador quer dizer com a história  e o que está por debaixo do Iceberg?):

 

- Interpretação literal;

- Interpretação ambígua;

- interpretação aberta.

 

Todos leitores são capazes de escrever um conto.

 

Produção de contos pelos alunos com motes ou sem motes e a busca da interpretação.

 

  Na linha do conto moderno

Quais as características do conto moderno? Com quem ele surgiu?

 

 

Arte minimalista. Estamos cercados por ela. Mas  o que é afinal?

 

O minimalismo na literatura e seus mestres:  Tchekhov, Hemingway, Raymond Carver.

 

Para ler em aula:

Um conto de Tchekhov;

Um conto de Górki;

Um conto de Raymond Carver;

Um conto de Hemingway.

OFICINA DE NOVEMBRO 2016

*T. S. Marcon, também conhecido por Tiago Sozo Marcon, nasceu em Caxias do Sul-RS, onde vive. Em outras décadas já foi piloto de carrinho de lomba, goleiro de handebol, auxiliar de serigrafia. Hoje é fotógrafo e arquiteto, formado pela UFRGS em 1999. Como fotógrafo, já obteve premiações em Bienais. Participa da Associação Gaúcha de Escritores e do Grupo Cultural Órbita Literária. Escreve para o jornal Gazeta de Caxias e para a revista Estilo A. Em 2015 lançou Deus veste legging, um livro de crônicas. Foi aluno na turma de 30 anos da oficina do professor Assis Brasil, participando da coletânea de contos “Onisciente Contemporâneo”. Como escritor, é conhecido por ser desconhecido.

Programa :

Dia 07 de novembro:

As teorias de Poe e Cortázar

Quiroga e o decálogo

Piglia e o paradoxo de Tchéckov

|           Leitura na oficina: O travesseiro de plumas

|           Exercício em aula: o conflito.

Dia 14 de novembro:

O Iceberg de Hemingway
História aparente (trama) e subtexto.
A compressão crítica do subtexto em Hemingway

|           Leitura na oficina: O gato, de Hemingway

|           Exercício em aula: O destino do gato

|           Exercício de casa: estrutura geral de um conto

Dia 21 de novembro:

O tempo na narrativa em geral e no conto
Borges e a metaliteratura

O traço marcante de Clarice Lispector

|           Leitura em aula: A biblioteca de Babel-Borges

|           Exercício em aula: Esboço de um conto partir de notícias de jornal e imagens

|           Exercício de casa: escrita de um conto a partir das ideias trabalhadas

Dia 28 de novembro:

O conto contemporâneo, o microconto, a flash fiction,

A dissolução das fronteiras dos gêneros
A influência do cinema e das séries de TV na linguagem da literatura atual

|           Leitura na oficina: Carrascoza, Natália Polesso, Samanta Schweblin, C. Gobbi

|           Exercício em aula: acabamento, edição, ajustes num conto

|           Participação no encontro do Órbita Literária #191

O Conto não é um bicho
de 7 cabeças

 

Ministrante: T. S. Marcon*

 

    No conto, gênero literário que preza pela brevidade e concisão, não há espaço para excessos nem desperdícios. Se o romance pode ser visto como um objeto polifônico, um bicho de muitas cabeças, (onde a matéria romanceada é consumida quase até a exaustão) no conto o que impera é o conceito de limite. De economia. De unidade dramática.
    A comparação com o romance sempre ajuda a esclarecer o conto: se a narrativa literária longa pode ser equiparada a um filme, o conto pode ser visto como uma fotografia. Os grandes fotógrafos já nos mostraram: no limite preciso do retângulo de papel, uma boa foto se estende para além da imagem que contém. Assim é também num bom conto. Para além da trama, por vezes trivial, num conto de qualidade o fato narrado ecoa, refrata e amplifica-se em nosso imaginário, imprimindo no leitor entendimentos essenciais da vida.

“O conto é como um caracol da linguagem, irmão misterioso da poesia em outra dimensão do tempo literário”.
Júlio Cortázar, em Aspectos do Conto.

 

      Na oficina, revisitaremos os ensaios de grandes escritores que se debruçaram sobre a questão do conto (Poe – Filosofia da Composição; Cortázar – Aspectos do Conto, Ricardo Piglia – Teses sobre o Conto, Hemingway e seu iceberg) de forma a instrumentalizar a produção dos alunos. Leremos em grupo contos consagrados na história da literatura (aqueles que nos são inesquecíveis) e também novos contos contemporâneos.
 

 

Dias: 07, 14, 21 e 28 de novembro,

segundas-feiras, das 18h30min às 19h50min

 

Local: Livraria e Café do Arco da Velha

Investimento: R$ 25,00 por encontro ou R$ 75,00 pelos quatro encontros.

 

Organização: Grupo Cultural Órbita Literária

Contato: grupoculturalorbitaliteraria@gmail.com

facebook: Órbita Literária

 

OFICINA DE OUTUBRO 2016

*Bernardethe Pierina Ghidini Zardo, a Berna, como gosta de ser chamada pelos colegas e amigos, nasceu em Nova Prata – RS. Amante das Artes, das Letras e da Filosofia, é graduada e pós-graduada em Educação Artística Desenho e Filosofia, comprovando sua predileção pelo exercício da profissão: Arte-educadora. Ainda, ocupa a cadeira de número 31 da Academia Caxiense de Letras. Recebeu diversas premiações literárias, participou de antologias e publicou, em 2012, pela Editora Maneco, seu primeiro livro “A Menina do Arco” e nesse ano de 2016 pela editora Quatrilho o livro “Poema-Casa”.

 

Dias: 03, 10, 17, 24 e 31 de outubro,

segundas-feiras, das 18h30min às 19h50min

 

Local: Livraria e Café do Arco da Velha

Investimento: R$ 25,00 por encontro ou R$ 100,00 pelos cinco encontros.

 

Organização: Grupo Cultural Órbita Literária

Contato: grupoculturalorbitaliteraria@gmail.com

facebook: Órbita Literária

 

Cora Coralina,
"Geração Ponte, eu fui, posso contar 

 

Ministrante: Bernardethe Zardo*

 

      Quem é esta mulher, descendente de “sesmeiros”, como dizem os seus poemas, sua mais autêntica autobiografia? Quem é esta mulher amamentada pelo seio fecundo da escrava “Mãe Didi”? Quem é esta mulher que se fez geração ponte à escravidão, dando voz aos poemas rebeldes urdidos com “palavras em liberdade”? Quem é esta mulher que “bateu na porta da fortuna e ela mandou dizer que não estava”? Quem é esta mulher que procurou a casa da felicidade e a vizinha da frente informou que ela tinha se mudado sem deixar endereço”? Quem é esta mulher chamada pelo poeta Carlos Drummond de Andrade de “moeda de ouro”, de ouro que não sofre oscilações no mercado? “ E que ele sente alegria em saber que existe bem no coração do Brasil, um ser chamado Cora Coralina. Quem é esta mulher, poeta-doceira da “Casa Velha da Ponte”? Cora Coralina quem é você? O próprio poema responde: 


Sou mulher como outra qualquer
Venho do século passado
e trago comigo todas as idades [...]

Levando em conta essas considerações, o objetivo desta oficina é apresentar e refletir aspectos da poesia e da poeta Cora Coralina evidenciando sua multiplicidade.
 

Programa :

Dia 03 de outubro:

Cora Coralina, “geração ponte, eu fui, posso contar”.

Dia 10 de outubro:

Aninha, mestra, maga e filósofa de Cora.

Dia 17 de outubro:

Entre as pedras cresceu a minha poesia.

Dia 24 de outubro:

Universo vocabular de Cora Coralina.

Dia 31 de outubro:

Desconstrução poética – Exercício de desbloqueio criativo

OFICINA DE SETEMBRO 2016

*Francine Iris Tadiello é graduanda do Curso de Letras Licenciatura - Espanhol na Universidade de Caxias do Sul, cursando o 8º e último (ufa!) semestre do mesmo.

   É pesquisadora voluntária na pesquisa Modernismo e Regionalismo em Pernambuco nos anos 1920: Um Estudo Bibliográfico e Documental, pesquisa a qual é vinculada ao Doutorado Amplo de Letras da Universidade de Caxias do Sul, sob orientação do Professor Dr. Rafael José dos Santos.

       Apresentou, em 2013, o Órbita Literária 58, focada em Graciliano Ramos, em 2014 o Órbita Literária 113 focado na obra de Augusto dos Anjos e em 2015 o Órbita Literária 131 sobre Dias Gomes.

   Trabalha na Universidade de Caxias do Sul, no Programa de Formação para Professores da UCS e também atua como revisora textual.

    Presa à premissa de que quem não tem livros não é escritor, designa-se somente como uma amante do cinema brasileiro e da literatura deste país tropical.

 

Dias: 05, 12, 19, 26 de setembro, segundas-feiras,

das 18h30min às 19h50min

 

Local: Livraria e Café do Arco da Velha

Investimento: R$ 25,00 por encontro ou R$ 75,00 pelos quatro encontros.

 

Organização: Grupo Cultural Órbita Literária

Contato: grupoculturalorbitaliteraria@gmail.com

facebook: Órbita Literária

 

O Cinema e a Literatura Brasileira sob a perspectiva de uma
     grande-angular     

 

Ministrante: Francine Iris Tadiello*

 

        Da boca de leitores e cinéfilos nunca escapa um “Mas, o livro é bem melhor!” ou “Esse filme é demais. Agora quero ler o livro.” “Pensando bem, lerei o livro primeiro…” Os dilemas que nós, admiradores da arte literária e cinematográfica, sentimos ao falar tudo isso, também são vividos pelos propulsores das obras. E é no terreno das adaptações que escritores e diretores compartilham pontos comuns e incomuns entre a criação de um filme de um romance, de um conto, fazendo nascer os seus dilemas.
      Cinema e literatura são dois sistemas semióticos distintos, todavia se encontram numa tela, numa página de livro, sendo capturados sempre por nossa lente grande-angular e materializados pelas estruturas do nosso imaginário.

            O resultado é fantástico:


O leitor transforma as palavras em imagens.
E o espectador decodifica a imagem através das palavras.
Abrigamos tudo. E o todo é absorvido por nossa lente grande-angular.

 

Programa :

Dia 05 de setembro

Cinema e literatura: dois sistemas semióticos distintos

Filme: A Busca, de Luciano Moura

Livro: O Filho Eterno, de Cristóvão Tezza

 

Dia 12 de setembro

Não sei, só sei que foi assim.

Filme: O Auto da compadecida, Guel Arraes

Livro: Auto da compadecida, de Ariano Suassuna

 

Dia 19 de setembro

Morrendo entre amigos.

Filme: Quincas Berro d’Água, de Sérgio Machado

Livro: A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água, de Jorge Amado

 

Dia 26 de setembro

Cinema por livro, livro por cinema; um universo em desconstrução.

OFICINA DE AGOSTO 2016

*João Armando Nicotti é Licenciado pela UFRGS em Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa. Foi professor de Literatura em diversa escolas e pré-vestibulares e foi integrante da Equipe de Correção e Equipe de Apoio e Correção da questão de Redação da Prova da UFRGS.  Integrante do Conselho Consultivo do Projeto Texto e Contexto da Prefeitura de Porto Alegre Coordenação do Livro e da Literatura. Crítico literário do vídeo número 1 do Projeto Texto e Contexto sobre a obra de Luiz Antonio Assis Brasil pela Prefeitura de Porto Alegre - Coordenação do Livro e da Literatura (1991); 
Publicações: 
O amor na literatura – Anna Kariênina, de Liev Tolstói – Prefeitura de Porto Alegre; 1992. 
Dois enfoques literários para um tema O Alienista, de Machado de Assis e Enfermaria número 6, de Anton Tchekhov – Ciências & Letras /FAPA; 1992. 
Contos definitivos de Machado de Assis (co-organizador e autor das atividades e glossário) - Leitura XXI, 1998. 
Para ler os gaúchos (co-organizador) - Leitura XXI, 1999. Leituras obrigatórias UFRGS (co-autor das edições de 2000 a 2013) Leitura XXI. Contos do amor jovem (tradutor de Anton Tchekhov e Máximo Górki) - Leitura XXI, 2003. 
Contos de mistério e morte (tradutor de Liev Tolstói) - Leitura XXI, 2003. 
Freud e suas leituras (Um andar sobre as ruínas de si mesmo uma interpretação de Gradiva uma fantasia pompeiana, de Jensen) Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre, 2003. Contos da vida social (tradutor de Anton Tchekhov) - Leitura XXI, 2005. 
Contos aterrorizantes (tradutor de Mikhaíl Artsibáshchev) - Leitura XXI, 2006. 
Guia de leitura 100 autores que você precisa ler (autor sobre Aleksandr Púchkin, Liev Tolstói e Máximo Górki) L&PM, 2007. 
Por que ler os contemporâneos? Autores que escrevem o século 21 – Editora Dublinense, 2014 (autor sobre Victor Pelevin). 
Guia de leitura – Poesia – L&PM, no prelo (autor sobre Vladímir Maiakóvski). 
Fiódor M. Dostoiévski e o Leitor no Subsolo. (no prelo).

Dostoievski e o leitor no subsolo
      

 

Ministrante: João Armando Nicotti*

 

A Oficina Literária de Agosto de 2016 nos leva ao universo da Literatura Russa através da análise de algumas das obras de um de seus maiores expoentes: Dostoiévski.

O curso terá 04 encontros e exigirá do convidado uma dedicação para a produção teórica e/ou ficcional, assim como a leitura prévia de duas obras de Dostoiévski: O Senhor Prokhartchin e O sonho de um homem ridículo. O material de apoio encontra-se no Blog do Nicotti  www.folegoliterario.blogspot.com.br.

Será também analisado o romance O adolescente, sendo que esta obra será analisada em palestra avulsa a ser marcada com os oficinandos, Órbita Literária e os anfitriões da livraria e café Do Arco da Velha.

Programa :


Encontro I – em 08 de agosto.
Dostoiévski e seus pares literários do século XIX na Rússia: Púchkin, Gógol, Turguêniev, Gontcharóv, Tolstói, Tchernichevski e Tchékhov.


Encontro II – em 15 de agosto.
As consideradas duas fases da obra de Dostoiévski.


Encontro III – em 22 de agosto.

O Senhor Prokhartchin e O sonho de um homem ridículo.


Encontro IV – em 29 de agosto.
Análise da produção teórica/ficcional dos convidados e orientações para a leitura de O adolescente.

 

Dias: 08, 15, 22, 29 de agosto, segundas-feiras,

das 18h30min às 19h50min

 

Local: Livraria e Café do Arco da Velha

Investimento: R$ 25,00 por encontro ou R$ 75,00 pelos quatro encontros.

 

Organização: Grupo Cultural Órbita Literária

Contato: grupoculturalorbitaliteraria@gmail.com

facebook: Órbita Literária

 

OFICINA DE JULHO 2016

o e-flyer é de livre publicação desde que citada a autoria de Órbita Literária / T. S. Marcon

*Helô Bacichette é professora com formação em Letras pela UCS e pós-graduada em Educação do Movimento pela mesma universidade. Foi professora da Rede Municipal de Ensino de Caxias do Sul, por 20 anos. Em 2001 ingressou na Secretaria Municipal de Cultura, onde exerceu funções na assessoria de planejamento de projetos na Biblioteca, como o “Tapete Mágico” e no Proler Caxias- Programa Nacional de Incentivo à Leitura (2001 a 2004).
      No período de 2005 a 2007 exerceu funções no PPEL- Programa permanente de Estímulo à Leitura e também no Proler- Programa Nacional de Incentivo à Leitura (2005-2007).
Em 2008 criou o projeto “Bruno Conta histórias”- Museu Bruno Segalla. No ano de 2009 retoma seu trabalho na Biblioteca Pública Municipal, no setor de Projetos e como Contadora de Histórias do Grupo CONTAPETE. Participou de inúmeras comissões e conselhos culturais de incentivo à difusão e produção artística, especialmente literária.
      Diretora de Literatura Infantojuvenil da Associação Gaúcha de Escritores- AGES. Coordena cursos de formação para contadores de histórias e mediadores de leitura. Realiza oficinas literárias desde 1998. Integra a equipe do Departamento do Livro e da Leitura de Caxias do Sul. Publicou: O enigma das caixas (co-autoria, 2003), Mirabolês e a chave do sonhos (2006), Kimbalo (co-autoria, 2008),T de Ti, TdeTa (2010), Ivan Balangandã (2011), Amor, amor (2013), Martim, Tatu-bola de jardim (2013) e Filhos de Ceição (2014).

    Dentre outras láureas e reconhecimentos pela sua contribuição à Leitura e Literatura, empresta nome a bibliotecas no Município de Caxias do Sul – RS e foi Patrona das Feiras do Livro de Ipê- RS em 2007, Araricá-RS em 2014, Torres-RS em 2014 e Madrinha da Feira do Livro de Flores da Cunha-RS em 2010. 

Em Busca dos Prazeres
da Expressão
         

 

Ministrante: Helô Bacichette*

 

       Somos seres da linguagem numa constante busca dos prazeres da expressão. No ato de escrever o escritor assume a primeira condição de leitor e torna conhecido o que lhe foi ensinado pelas suas vivências, valendo-se de tudo o que reuniu ao longo da sua vida. Já, o leitor, quando habita o texto do outro, ocupa seu espaço nesse texto e, com suas experiências de vida, reescreve a obra que, no ato de ler, passa a ser sua também. Os encontros desta oficina transcorrerão com leituras de textos referenciais, reflexões acerca dos textos e produção literária por parte dos oficinandos.


Programa:
•    A oralidade na origem do gosto pela leitura (4/07/2016)
•    O prazer do escritor e o prazer do leitor (11/07/2016)
• Literatura: um reencontro com o mundo interior (18/07/2016)
•    Leitura: Estímulo à escrita criativa.  (25/07/2016)

 

Dias: 04, 11, 18, 25 de julho, segundas-feiras,

das 18h30min às 19h45min

 

Local: Livraria e Café do Arco da Velha

Investimento: R$ 25,00 por encontro ou R$ 75,00 pelos quatro encontros.

 

Organização: Grupo Cultural Órbita Literária

Contato: grupoculturalorbitaliteraria@gmail.com

facebook: Órbita Literária

 

OFICINA DE JUNHO 2016

Obs: o e-flyer é de livre publicação desde que citada a autoria de Órbita Literária / T. S. Marcon

     Culturalmente o olhar tem sido o sentido mais revigorado pelas mídias, útil aos efeitos de consumo e poder. Esperava-se que os olhos se expandissem em sinestesias, em buscas infinitas de espaços cada vez mais amplos de porções complexas de realidade. O homem estende seu olhar aos objetos e pessoas em detrimento do tato, do olfato, do paladar, da audição. A imagem das coisas está sempre em destaque ao apresentar imagens apetitosas, sedutoras em esplendores e glórias. Os corpos apresentam-se cada vez mais belos e nutridos e, no entanto, poucos se comunicam e raros são os olhares que se alongam em sentimentos, sensações e sussurros. 
     A palavra é limitada em significado, já que nem sempre consegue dizer o que pretende dizer. Eis que emergem os sentidos que nos convidam a seguir o arcabouço inconsciente, o que ainda não se definiu e que, no lodo de matéria pulsante, impulsiona o criativo. 
      Neste momento você é convidado a navegar em mares de sensações e deleites e musicalidades através e para além das tessituras da poiesis...

As Maçãs são belas,
mas envenenadas
         

 

Ministrante: Ana Maria Cardoso*

 

*Ana Maria Cardoso é Doutora em Literatura Brasileira pela UFRGS, autora do livro “A justa medida”, um estudo crítico do contista Osman Lins com o qual venceu o prêmio ensaio da Biblioteca Municipal de Caxias do Sul em 2006.
    Mestra em Teoria da Literatura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1998) e graduada em Língua Portuguesa e Literaturas da Língua Portuguesa pela UFRGS (1995). Tem experiência docente na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira.é orientadora de oficinas literárias e professora e facilitadora de Círculos de Construção de Paz. Voluntária do Grupo de Apoio à Adoção – Instituto Filhos - escreveu o livro “encontros possíveis: histórias de amor e cuidado em torno da adoção”, que será lançado em junho de 2016.  

 

Dias: 06, 13, 20, 27 de junho, segundas-feiras,

das 18h30min às 19h45min

 

Local: Livraria e Café do Arco da Velha

Investimento: R$ 25,00 por encontro ou R$ 75,00 pelos quatro encontros.

 

Organização: Grupo Cultural Órbita Literária

Contato: grupoculturalorbitaliteraria@gmail.com

facebook: Órbita Literária

 

OFICINA DE MAIO 2016

Obs: o e-flyer é de livre publicação desde que citada a autoria de Órbita Literária / T. S. Marcon

*Moema Vilela é doutoranda em Escrita Criativa pela PUCRS, graduada em Jornalismo (UFMS), mestre em Linguística e Semiótica (UFMS) e em Escrita Criativa (PUCRS). Escritora e jornalista, é autora de Ter saudade era bom (Dublinense, 2014) e organizadora e co-organizadora de Vozes da Dança e Vozes do Teatro (Editora FCMS, 2008 e 2009). Publicou contos, poemas e ensaios em antologias, obras coletivas e revistas literárias brasileiras.

 

Dias: 02, 09, 16, 23 e 30 de maio de 2016, segundas-feiras, das 18h30min às 19h45min

 

Local: Livraria e Café do Arco da Velha

Investimento: R$ 25,00 por encontro ou R$ 100,00 pelos cinco encontros.

Organização: Grupo Cultural Órbita Literária

Contato: grupoculturalorbitaliteraria@gmail.com

facebook: Órbita Literária

 

 

A Arte de Fazer Gente
         oficina de criação de personagem

 

Ministrante: Moema Vilela*

 

    Para os leitores, personagens são a Chapeuzinho Vermelho, Julieta e Romeu, Dom Quixote, Ricardo Reis, Gatsby, Capitu, Raskólnikov, Mrs. Dalloway, capitão Ahab, é a Emília do Sítio do Pica-pau Amarelo. São figuras pelas quais torcemos, a favor e contra, e figuras com os quais nos identificamos, ou cujas ações não compreendemos: o que faz Isabel Archer se casar com Gilbert Osmond, e depois, ainda, continuar com ele? Romeu e Julieta não podiam pensar em algo um pouco menos trágico como solução para seus problemas?

    Para o autor de prosa, a personagem é elemento essencial, quiçá o principal, de grande parte das propostas literárias na história. Para o poeta, observar a multiplicidade de vozes dentro de um poema é prato cheio para a invenção de personas e para debater o sujeito lírico.

    Na oficina A arte de fazer gente, vamos dividir o tempo de cada encontro entre exercícios de criação e leitura de trechos ficcionais e debate sobre eles, com algum espaço também para discutir considerações de diferentes linhas da teoria literária (e da teoria da criação) sobre a personagem de ficção.

     Embora cada aula seja independente, e as informações de cada encontro não dependa de nada além da informação que temos no momento de estar presente, foi pensada uma sequencia de temas para tentar abordar um assunto tão rico de nuances e tão antigo em reflexões e debates.

 

OFICINA DE ABRIL 2016

Obs: o e-flyer é de livre publicação desde que citada a autoria de Órbita Literária / T. S. Marcon

 

Programa:

Primeiro encontro

Dia 04 - Um tempo de gêneros limítrofes: os deslimites da prosa poética

 

Segundo encontro

Dia 11 - A Desumanização - a reescrita existencial

 

Terceiro encontro

Dia 18 - O Filho de Mil Homens - O contemporâneo no microcosmo - a narrativa sem excessos

 

Quarto encontro

Dia 25 - O Apocalipse dos Trabalhadores - alegorias do social

 

Metodologia: A dinâmica da oficina é constituída da leitura e discussão sobre os textos, apontamentos teóricos e debates, seguidos de atividade prática e produção escrita orientada.

 

Dias: 4, 11, 18, 25 de abril de 2016, segundas-feiras,

das 18h30min às 19h45min

 

Local: Livraria e Café do Arco da Velha

Investimento: R$ 25,00 por encontro ou R$ 75,00 pelos quatro encontros.

Organização: Grupo Cultural Órbita Literária

Contato: grupoculturalorbitaliteraria@gmail.com

facebook: Órbita Literária

 

 

A palavra: braço do abismo
                          Valter Hugo Mãe
e a renovação da prosa poética

 

Ministrante: Alessandra Rech*

 

 

“A poesia é a linguagem segundo a qual deus escreveu o mundo, disse o meu pai. Nós não somos mais do que a carne do poema. Terrível ou belo, o poema pensa em nós como palavras ensanguentadas. Somos palavras muito específicas, com a tenra capacidade da tragédia.”

(A Desumanização - VHM)

 

    O advento de Valter Hugo Mãe na literatura de língua portuguesa (e sua recepção acalorada) representa a retomada da prosa poética, do refinamento da linguagem, na cena literária. Com uma estilística laborosa, sem excessos narrativos, Mãe coloca o leitor em contato com o que é essencial na literatura, o enlevo diante da palavra e a queda em seus abismos de sentido - onde cabem os mitos universais e os temas relevantes à sociedade, como a homoafetividade, a opressão religiosa e os conflitos de classe.

     A oficina de Abril do Órbita literária, com Alessandra Rech, apresenta três das principais obras de Mãe - A Desumanização, O Filho de Mil Homens e O Apocalipse dos Trabalhadores, com foco na prosa poética, inspirando as atividades de laboratório textual.

 

 

* Alessandra Rech é jornalista e doutora em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Professora da UCS nas áreas de Comunicação e Letras, escreve sobre cinema para a revista Bon Vivant.

 Publicou em 2007 sua primeira coletânea de contos e crônicas, Aguadeiro (Ed. Horizonte, SP), via Fundo Pró-Cultura. Em 2010 lançou Na Entrada-das-Águas – Amor e liberdade em Guimarães Rosa (EDUCS). Pela Belas-Letras, com recursos do Financiarte, publicou o infantil O Sumiço do Canário – Quando os finais precisam ser inventados (2012), com ilustrações de Carla Pilla.

 Seu mais recente livro, Mirabilia, crônicas, ilustrado pelo artista plástico Celso Bordignon, foi vencedor, em 2015, do concurso Anual Literário de Caxias do Sul, Prêmio Vivita Cartier na Categoria Obra Literária. Foi cronista semanal ao longo de 14 anos no grupo RBS (jornal Pioneiro).

OFICINA DE MARÇO 2016

* Natalia Borges Polesso é escritora, professora e tradutora. Mestre em Letras, Cultura e Regionalidade pela UCS e doutoranda em Teoria da Literatura na PUCRS.  Autora premiada em concursos literários, tem contos publicados em jornais, revistas, blogs e portais de literatura.

    Publicou, em 2013, seu livro de estreia: Recortes para álbum de fotografia sem gente (Ed. Modelo de Nuvem/ Financiarte - Caxias do Sul ) e foi agraciada, em 2013, com o Prêmio Açorianos na categoria contos por esta obra.

    Em 2015, nos brindou com seu mais recente livro: “Amora” (Não Editora/Financiarte)

Mentira! Verdade! Nunca vão saber
 

Ministrante: Natalia Borges Polesso

 

Verossimilhança: s.f. Qualidade do que

parece verdadeiro, do que não

ontraria a verdade

 

Resumo:

   Em março nos reuniremos, em quatro encontros, para tratar da verdade, da intricada verdade do texto; da lógica interna que precisamos criar, das regras da narrativa, as quais não podemos quebrar. Ou podemos?

   Uma história verossímil é uma história que parece crível sem ser necessariamente real ou verdadeira. Já dizia Aristóteles: o nosso trabalho não é contar o que aconteceu, mas sim o que poderia ter acontecido.

   Modo de usar: leitura e discussão de trechos teóricos sobre o assunto; produção de textos realistas, fantásticos e de horror; debate acerca dos textos produzidos.

 

SERVIÇO  DA OFICINA DE LITERÁRIA  DE  MARÇO DE 2016

 

Ministrante:  Natalia Borges Polesso

Tema de Trabalho: Mentira! Verdade! Nunca vão saber.

 

Dias 07, 14, 21 e 28 de março, segundas-feiras,

das 18h30min às 19h50min

 

Local: Livraria e Café do Arco da Velha

Investimento: R$ 25,00/encontro ou R$ 75 pelos 4 encontros.

Organização: Grupo Cultural Órbita Literária

Contato: grupoculturalorbitaliteraria@gmail.com

facebook: Órbita Literária

 

Obs: o e-flyer anexo é de livre publicação desde que citada a autoria de Órbita Literária / T. S. Marcon

FALE CONOSCO

 

Rua Dr. Montaury, 1570

Caxias do Sul - RS

 

contato@doarcodavelha.com.br

 

(54) 3028-1744

 

Horário de funcionamento